sábado, 6 de fevereiro de 2010

Passado, presente ou futuro.

Quarenta anos após sua adolescência, ela parou para pensar: Havia tido sonhos e lutado por eles? Havia corrido atrás de quem realmente era importante?
Olhou seus netos brincando no quintal e começou a imaginar se tudo tivesse sido diferente, se tivesse corrido atrás de seus sonhos, se tivesse dado a devida importância aos amigos e aos amores. Será que estaria realmente feliz? Não que a vida monótona e futil que possuia fosse ruim... Ela não queria mais do que isso. Ou será que queria? Será que sonhava em ser outra pessoa, em ter outra vida? Não, sonhos não faziam parte de seu mundo. Apenas o marido que a traia constantemente (com mulheres mais jovens), e os filhos e netos que amavam seu carro, sua casa, ir viajar com ela. Mas e a querida avó que havia criado e educado todos seus descendentes? Havia criado era um bando de criaturas pré-programadas e com corações duros como pedras.
O grande amor de sua vida chegou de forma certamente inesperada, e dela custou a sair. Um amigo da - na época - garota fez o favor de atar um nó que - diga-se de passagem - era realmente um . Tão difícil de desatar, que só o tempo o fez. E haja tempo!
Ela não desistiu até ter o que queria. E a filha que morreu num acidente de carro foi fruto desse amor. Mas felizmente ela deixou parte de si, que mora com seu ex-marido.
Seria até interessante se não fosse trágico. Mas... Deixa eu pensar num modo de encontrar o amor de minha vida.
Talvez dobrando a esquina, talvez bem longe de casa. Provavel que seja daqui 3 anos, ou até 30.
Nunca se sabe quando e onde você encontrará o que quer.
O amor da minha vida não me quer. E continuemos, sempre me espelhando nela. Ou será que é o contrário?

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