quinta-feira, 10 de junho de 2010

Clarice: TE AMO!

Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos!
Clarice Lispector

Nunca pensei em intensidade como um problema. Mas quando eu comecei a perceber que isso realmente era um problema, eu mudei completamente meu modo de ver as coisas.
Clarice Lispector traduz exatamente o que concluí com minha reflexões: quando eu gosto de alguém, é um sentimento intenso, constante, muito difícil de se abalar; quando não gosto de alguém, dificilmente alguém consegue mudar minha opinião, é algo totalmente pessoal; quando eu estou triste, me isolo, fecho a cara, trato mal todos ao meu redor, choro, me desespero; quando eu estou feliz, pulo, canto, sinto a necessidade de ser carinhosa com todos ao meu redor, sorrio e acho todos lindos.
Algo que me irrita (e muito) à respeito dessa intensidade, é que eu não consigo esconder meus sentimentos. Por exemplo, eu não consigo esconder quando estou triste. E quando estamos tristes, queremos ficar isolados, acabamos com qualquer possibilidade de conversa, e as pessoas vêm nos perguntar o motivo de toda essa tristeza. Como eu posso responder? Com uma mentira, é claro! "Eu estou bem", "Não aconteceu nada", "Estou apenas cansada, não se preocupe".
Amo meus amigos, e sim, morro de ciúmes deles.

Post dedicado a Maria Paula, que me inspira com nossas conversas.